Tecnologia a favor da polícia. Software israelense Cellebrite Premium possibilita acesso a banco de dados de celulares e maior efetividade em investigações criminais.

Quanto da nossa vida passa pelo celular? Momentos, conversas, negociações, documentos, dinheiro. Hoje, ele é uma janela pro mundo ao alcance das mãos. Fica tudo ali. E no bastidor de um crime, quase sempre tem um.

“Tem um banco de dados dentro do celular onde ele guarda todas as mensagens, fotos, vídeos, tudo que tiver sido processado dentro do aplicativo, então esses bancos de dados passaram a conter informações úteis para o trabalho da pericia de responder determinada pergunta”, destaca Eduardo Lorens, diretor da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais.

Foi o que aconteceu no caso da morte do menino Henry. Um telefone ajudou a polícia a desconstruir a versão da mãe, Monique Medeiros, e do padrasto, doutor Jairinho, de que o convívio dentro de casa era tranquilo.

Vinte e quatro dias antes da morte do menino, um diálogo entre Monique e a babá Thayná foi revelador - em 16 prints de conversa, uma frase foi determinante: a babá diz à mãe do menino - "é sempre no seu quarto."

A polícia do Rio conseguiu extrair a conversa do celular da Monique com a ajuda de um programa de computador israelense.

Quebrar a senha dos aparelhos, ter acesso à nuvem, e-mails, mensagens apagadas em aplicativos de conversa são desafios que se renovam cada vez que uma atualização acontece no celular. E os peritos precisam ser treinados constantemente.

“Nós conseguimos que as senhas fossem liberadas, e os celulares fossem rapidamente periciados, o que fez toda diferença na investigação”, revela Allan Turnowski, secretário de Polícia Civil.

Fonte G1: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2021/04/11/caso-henry-fantastico-mostra-a-tecnologia-usada-por-peritos-para-ter-acesso-ao-banco-de-dados-de-um-celular.ghtml